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'A Hora do Lobisomem' é ótimo se você ainda não conhece Stephen King

'A Hora do Lobisomem' é ótimo se você ainda não conhece Stephen King

Foto: Ana Bubola 

Quem gosta do gênero de suspense provavelmente conhece o escritor norte-americano Stephen King, considerado um dos grandes nomes dos livros de terror. O clássico It – A coisa, trama que tem o aterrorizante palhaço Pennywise como personagem principal, foi escrito por King, e ganhou as telonas do cinema em 2017. Até pouco tempo ainda não conhecia muito sobre o autor, mas resolvi ler A hora do Lobisomem – Suma das Letras – 2017, e o resultado foi impressionante. 

Não esperava tanto assim do livro, pois na contracapa bastante coisa já é explicada. Sabemos, por exemplo, que um lobisomem chegou à cidade de Tarker´s Mills, nos Estados Unidos, causando uma verdadeira carnificina ao assassinar muitos dos moradores da região. A expectativa fica sempre por saber quem será a próxima vítima, e quais as motivações do monstro por trás das mortes. Além, é claro, de descobrir a real identidade do lobisomem. 

À medida que a leitura avança, somos apresentados ao pequeno Marty Coslaw, um menino que vive numa cadeira de rodas, mas mesmo assim não deixa de aproveitar tudo pertinente à rotina de uma criança. E ele acaba ganhando um grande protagonismo na história, principalmente após sobreviver a um dos ataques do lobisomem. Depois disso, ele fica intrigado e convencido que precisa descobrir quem é o homem que durante as noites de lua cheia assume o formato de um monstro insaciável e feroz. 

E na minha visão, essa é a melhor coisa sobre A Hora do Lobisomem. Stephen King poderia ter escolhido qualquer personagem para ser o inimigo público número 1 do lobisomem, mas optou por uma criança especial, portadora de deficiência física. Marty Coslaw é um menino destemido, nem um pouco tímido ou acanhado, e ensina uma grande lição: quando se tem força de vontade, podemos quebrar todas as barreiras e conquistar coisas muito grandes, independente do adversário à frente. E é possível fazer isso mesmo que o obstáculo seja um lobisomem. 

O livro é divertido e curto para os padrões do gênero de terror. É uma leitura muito rápida e uma excelente porta de entrada se você ainda não conhece o trabalho de Stephen King, que costuma escrever histórias mais longas, como It – A coisa, com mais de mil páginas. Vale muito à pena. 

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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