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'A verdade sobre o caso Harry Quebert' vai tirar o seu fôlego também

'A verdade sobre o caso Harry Quebert' vai tirar o seu fôlego também

Foto: Ana Bubola 

Livros de mais de 500 páginas muitas vezes podem ser cansativos. Porém, com certeza esse não é o caso de A verdade sobre o caso Harry Quebert – Joel Dicker, Editoria Intrínseca, 2014. Se tem uma história bem construída e capaz de prender a atenção do leitor, é essa que está presente nas 563 páginas do livro. 

A trama tem dois personagens centrais: o escritor Marcus Goldman, de 28 anos, e seu grande mentor e um dos mais respeitados autores norte-americanos, Harry Quebert, que vive no estado de New Hampshire, na simpática cidade de Aurora. Com o romance ‘A origem do mal’, Quebert alcançou fama nacional entre os anos 70 e 80, mas poucos sabem que um fato ocorrido em 1975 mudou para sempre sua vida. 

Naquele ano, Harry se apaixonou por Nola Kellergan, uma linda e doce garota de apenas 15 anos, e aí morava o grande problema desse relacionamento. Quebert já era um homem independente e saía escondido com a jovem, para não gerar problemas para ambos. No entanto, Nola desapareceu em 1975, após ser vista pela última vez sendo perseguida na floresta. Rastros de sangue foram encontrados no local, mas nenhum sinal da menina. 

Trinta e três anos depois, Marcus Goldman procura seu mentor para assim superar um bloqueio criativo, e ambos são surpreendidos quando os ossos de Nola Kellergan é encontrado no jardim da casa de Harry Quebert. E aí começa a parte mais legal do livro, já que todos os indícios apontam para a condenação de Harry. Afinal, com a prova do crime enterrada em seu jardim, como ele vai convencer os policiais de que é realmente inocente? 

Marcus, acreditando no amigo, começa a fazer uma investigação por contra própria, olhando os mínimos detalhes. Acredito que essa foi uma ótima sacada de Joel Dicker, pois desmonta a narrativa da trama, que de 2008 volta para 1975 e vice-versa. O ambiente da história também contribui para aumentar o suspense, já que Aurora é uma cidade litoral e também com muitas florestas em volta. E naturalmente, em um lugar pequeno, muitas vezes quase todas as pessoas se conhecem, e não é difícil imaginar que outros indivíduos no local conheçam a verdade sobre a morte de Nola Kellergan.

À medida que o livro vai avançando, novos personagens, e consequentemente novos suspeitos, começam a surgir. E nesse ponto o autor merece todos os créditos, pois graças ao seu estilo de escrever em um momento tinha certeza de que Harry Quebert realmente havia matado Nola, enquanto no capítulo seguinte passava a suspeitar de outras pessoas. Creio que foi um dos livros que li mais rapidamente em minha vida, até pelo ritmo acelerado da história. Era difícil algum capítulo não ter nenhum fato novo para a resolução do assassinato. 

A verdade sobre o caso Harry Quebert é um suspense, mas é também um grande caso de amor mal resolvido. E isso se deve à personagem de Nola Kellergan, que com seus meros 15 anos já era uma menina que despertava o interesse de muitas pessoas, além do próprio Harry. É uma leitura mais do que recomendada. Sem dúvidas, entra fácil no top 10 de melhores livros que já li em meus 24 anos de vida. 
 

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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