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'Antes da Queda' é realmente um livro intrigante

'Antes da Queda' é realmente um livro intrigante

Foto: Ana Bubola 

Antes da Queda – Noah Hawley, Editora Intrínseca, 2016- foi um livro que, desde o primeiro momento, me trouxe grandes expectativas. A começar pelas críticas colocadas na contracapa: “Um dos melhores suspenses do ano, envolvente e repleto de surpresas”, dizia o The New York Times. “Um thriller formidável, que é ao mesmo tempo um quebra-cabeça intrigante, uma sátira excelente e uma dolorosa história sobre perda”, afirmava o The Washington Post. Confiei nessas palavras e decidi partir para a leitura.

 De início, já gostei muito da proposta do livro. Não é segredo para ninguém que o gênero que mais me agrada é o suspense, seja policial (com serial killers em ação muitas vezes) ou com contornos de eventos sobrenaturais. Em Antes da Queda, onze pessoas que viajavam em um jatinho particular, da ilha de Martha´s Vineyard até Nova York, sofrem um terrível acidente em pleno oceano, apenas dezoito minutos após a decolagem do avião. No entanto, duas pessoas sobrevivem para contar a história: Scott Burroughs, um pintor sem muito sucesso na vida, e J.J, filho de um grande magnata das telecomunicações. 

Imagino que o trabalho do autor Noah Hawley não foi dos mais fáceis, já que ambientar um suspense sobre uma queda de uma aeronave é algo que eu ainda não havia lido. Confesso que, mais ou menos até metade do livro, estava achando o desenrolar da trama um pouco devagar, até porque acreditava já saber o desfecho da história. Porém, aí que entra o talento do autor, que soube introduzir novos personagens, novos fatos, dar um novo ritmo ao livro e prender de vez a atenção do leitor. 

 A dúvida era por que o avião havia caído. Em alguns momentos, o livro apontava que o culpado era Scott Burroughs, visto que ele tinha sido o último a entrar na aeronave e ainda por cima foi convidado de última hora. Contudo, o que mais levava a crer que ele tinha responsabilidade no acidente era o fato de que seus quadros retratavam sempre grandes tragédias: descarrilamento de trem e, inclusive, a queda de um avião. 

Com um jornalista influente na cidade, porém extremamente sensacionalista, tentando de qualquer maneira culpar Scott pelo acidente, resta ao pintor contar a verdade ou torcer para que as autoridades descubram logo o motivo. De certo modo, Antes da Queda me lembrou um pouco o filme Sully- O herói do Rio Hudson (estrelado por Tom Hanks), que conta sobre o avião que, após colisão com pássaros, precisou realizar um pouso de emergência no Rio Hudson, e cujo piloto era fortemente massacrado pelas autoridades, que insistiam haver uma outra maneira para interromper o voo. 

 O final de Antes da Queda é realmente surpreendente e arrebatador. Se a intenção de Noah Hawley era fazer uma surpresa aos leitores, ele teve êxito nessa tarefa. O livro é incrível e tem o potencial de fazer com que nos questionemos se tudo na vida é realmente o que parece ser. 
    
 

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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