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Celebrando meu avô Luciano Osinski

Celebrando meu avô Luciano Osinski

Hoje a coluna não será sobre livros. A programação volta ao normal na semana que vem. Esse texto que escrevo é na verdade uma pequena homenagem para uma pessoa maravilhosa e querida por todos que o conheceram, e que deixou esse mundo no último dia 16 de dezembro. 

Luciano Osinski, para muitos Seu Luciano, para outros Lútio (seu apelido de infância), ou, para mim, simplesmente MEU AVÔ. E quantos ensinamentos ele me passou. Quantas memórias eu, meu irmão Leonardo, e meus primos Angelo, Pedro e Giovana temos com ele e minha amada vó Thalma na casa que eles tanto cuidavam no bairro Batel, em Curitiba. 

Jamais esquecerei de muitas coisas. E é aí que meu avô e minha avó vivem em mim e com certeza, em toda minha família e todos aqueles que conviveram um pouco com ambos. O legado deles não está nos presentes ou coisas materiais que me deram em vida. Não. O que ficará eternamente em meu coração são as coisas mais simples que vivi com eles. Quando eu e meus primos, todos pequenos, dormíamos na casa dos meus avós, ganhávamos um grande mimo logo cedo. Um pão preparado com muito amor e com cobertura de margarina, geleia de uva e nescau. O famoso “três andares” assinado por Luciano Osinski. 

No meu coração também estão outros momentos simples, mas inesquecíveis. Meu avô era outro apaixonado pelo Clube Atlético Paranaense, e durante muito tempo acompanhou eu, meu pai Antonio Carlos, meu irmão e meus primos aos jogos na Arena da Baixada. Toda vez que havia uma falta para o Atlético, e o jogador brilhantemente mandava a bola para a lua, meu avô Luciano dizia: “Mas como pode? Treina a semana inteira e chuta desse jeito?”. Agora, fico feliz ao saber que deu tempo do meu avô ver o Furacão sendo campeão da América do Sul no dia 12 de dezembro. E do jeitinho dele. Ouvindo a disputa de pênaltis na rádio, costume que ele nunca abandonou. 

Meu avô era assim. Um cara simples, verdadeiro, amoroso, inteligente, companheiro e um excelente pai para seus filhos Dulce Osinski, Antonio Carlos Osinski e Luciana Osinski. Fico muito feliz que uma semana antes de sua morte foi organizado um campeonato de futebol de botão no salão de festas do condomínio em que moro. Essa é uma paixão que ele transmitiu ao restante da família e nesse dia 08 de dezembro tive a alegria de ser campeão e artilheiro da competição. Na premiação, meu avô foi chamado para me entregar a medalha de ouro. Lhe dei um abraço muito forte, mal sabendo que aquele era um dos últimos que teria com ele. Fico feliz e emocionado de ter lhe dado essa alegria e orgulho, sentimentos recíprocos sempre que estava com ele. 

Até mesmo no meio desse ano, joguei uma partida de futebol de botão com ele. Se não me engano, venci por três ou quatro a zero. Torci como nunca pro meu avô marcar um gol, ele passou perto, mas agora sei que ele já havia marcado todos os gols (golaços na verdade) durante sua vida, ao ser um pai incrível, um avô melhor ainda e um marido como poucos. 

Meus avós, contando namoro e casamento, ficaram juntos fisicamente por 54 anos. Um relacionamento único e tão lindo. Cumplicidade difícil de se ver nos dias atuais. Como diria o filme Viva – A vida é uma festa: “o amor que nos une será para sempre, na harmonia do meu coração”. Obrigado vô Lútio e vó Thalma. Nunca esquecerei de vocês. 
 

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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