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'De volta para o futuro' é mais atual do que nunca

'De volta para o futuro' é mais atual do que nunca

Foto: Ana Bubola 

Hoje o tema é o livro que conta tudo que rolou por trás de um dos meus filmes preferidos e de grande sucesso na década de 80: De volta para o futuro – Os bastidores da trilogia (Caseen Gaines, Editora Dark Side, 2015). 

Acredito que a trilogia protagonizada por Michael J. Fox (Marty McFly) e Christopher Lloyd (Doutor Emmet Brown) impactou não apenas a geração que teve o privilégio de assistir aos filmes nas telonas do cinema. É uma história atemporal, moderna e que mexe com o imaginário das pessoas. Quase 35 anos após o lançamento do primeiro filme, é sempre divertido voltar um pouco e notar quais previsões a trilogia acertou, principalmente quando, na segunda parte, Marty McFly chega ao já distante ano de 2015. 

O livro é muito interessante, pois mergulha de verdade nos bastidores. É como se estivéssemos realmente dentro do set de filmagem. Graças à leitura, descobri que inicialmente Michael J. Fox não era o ator selecionado para o papel de Marty. Inclusive, o primeiro filme foi quase inteiramente gravado com Eric Stoltz. E o autor Caseen Gaines, baseado em várias entrevistas com os diretores atores principais, descreve brilhantemente como foi a recepção do elenco ao novo Marty McFly, que rapidamente conquistou a afeição de todos seus companheiros de trabalho e trouxe uma nova energia ao elenco. 

No entanto, engana-se quem pensa que os personagens principais da trilogia eram Marty McFly e o Doutor Emmet Brown. Como o próprio livro afirma, o grande astro do filme era o carro utilizado pela dupla para realizar as viagens no tempo: o DeLorean DMC-12. Com certeza, De volta para o futuro não seria o que é sem essa fantástica máquina. Mesmo assim, o veículo tinha suas peripécias: “Era apertado e desconfortável. Normalmente, tínhamos de filmar com as janelas fechadas. Mas o visual era incrível. Era aerodinâmico, futurista  - era o carro do Doc, pura e simplesmente”, conta Christopher Lloyd. 

 Uma das cenas mais marcantes da trilogia é quando Marty toca no baile em que seus pais se beijam pela primeira vez. O garoto, um adolescente de 1985, estava no ano de 1955 com a missão de consertar seu próprio presente (seu pai e sua mãe precisavam se apaixonar para que ele e seus irmãos nascessem normalmente no futuro). Ao final do baile, Marty, que havia assumido a guitarra da banda, tocava o rock “Johnny B. Goode”, que ainda não havia sido composto pelo músico Chuck Berry. Quando o show termina, Marty olha para a plateia e percebe que todos estão um tanto quanto surpresos com a música. Eis que ele diz: “Acho que vocês não estão prontos para isso ainda, mas seus filhos vão amar isso”. 

 E, de alguma maneira, Marty McFly estava certo. De volta para o futuro virou uma febre mundial, com fã clubes espalhados ao redor do mundo, como o livro mostra nas páginas finais. “Tenho ido a convenções com Chris Lloyd já há alguns anos e acho que ele ainda fica surpreso ao saber que é tão amado”, afirma Lea Thompson, intérprete da mãe de Marty na trilogia. Se você, assim como eu, é um desses fãs, não deixe de ler De volta para o futuro – Os bastidores da trilogia. É um livro que conta tudo que você imagina sobre os três filmes, trazendo entrevistas inéditas de todos os envolvidos na construção do universo de Marty, Doc Brown e do DeLorean. Uma obra para ler e reler. 
 

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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