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Especial de Natal e Ano Novo

Especial de Natal e Ano Novo

E mais um ano se passou. Acredito que 2018, não só para mim, mas para muita gente, deve ter voado. Não sei exatamente o motivo pelo qual temos essa sensação, de que às vezes as 24 horas do dia não são suficientes para fazermos tudo que precisamos e queremos. Sei que arranjei um tempinho para escrever uma coluna especial de final de ano, a última de 2018. Semana que vem, prometo, volto a falar sobre alguns livros que li recentemente.

Ao meu ver, dezembro, com o Natal e a virada de ano, e janeiro, com a explosão do verão são provavelmente os dois meses mais legais do ano. Eu sempre gostei dos dias 24, 25 e 31 de dezembro, particularmente. São datas sempre muito felizes e que sempre geram histórias legais para se relembrar.

Lembro muito bem de estar na casa dos meus avós, em Curitiba, sentado na mesa em que fazíamos todas as refeições quando os visitávamos. Junto com meu irmão Leonardo e meus primos Angelo e Pedro, o objetivo da reunião não tinha nada a ver com comida, e sim, em escrever cartas para o Papai Noel. E era cada coisa que pedíamos. Me recordo bem de solicitar ao bom velhinho um uniforme completo do Atlético Paranaense (muito provavelmente esse pedido não foi atendido 100%), além é claro da febre dos jogos do Fifa, que atingiu fortemente todos os netos. O destino dessas cartas? Não sei dizer ao certo, mas sei que era muito divertido fazer isso com meu pai, minha mãe Lígia, minhas tias e meus avós por perto. 

Outra memória, que sempre reúne gargalhadas da família quando é contada, é de um Natal de 2011. Nesse, a família Baggio Osinski já tinha a presença da xodó, minha prima Giovana, nascida no ano de 2006. O que acontece é que, de repente, eu, meu irmão e meus primos, tínhamos uma missão muito importante em mãos: reproduzir os sons das renas do Papai Noel. Acertamos o contrato com meu pai e um pouco antes de levarem minha prima para procurar o bom velhinho, descemos os quatro netos para a garagem do meu avô.

Atrás do portão, com pandeiros na mão, ficamos aguardando o chamado do meu pai. “Giovana, escute as renas do Papai Noel!”. Nada de resposta. Na segunda tentativa, nada das renas darem as caras. Enquanto isso, os quatro mosqueteiros conversavam tranquilamente na garagem, rindo como se não houvesse amanhã, mas havia. Na terceira vez, meu pai gritou como nunca: “GIOVANA, OLHE AS RENAS DO PAPAI NOEL!”. Eis que esse humilde colunista, na ingenuidade de seus 17 anos, responde: “Pode ir?”. Não preciso nem dizer qual foi a reação de meu irmão e meus primos. Mas, pelo menos, as renas apareceram.

Já em 2018, as ceias de Natal foram na casa de minha tia Dulce. Um pouco antes de sair de casa, meu primo Angelo me liga: “Gui, traga os controles do vídeo game para jogarmos todos juntos no mesmo time o Fifa”. Missão dada é missão cumprida. Levei os controles. Ao chegar, uma das gatas de minha tia, a simpática e bonita Caramelo, estava deitada confortavelmente em cima do console do vídeo game. Ligamos tudo mesmo assim e começamos a jogar.

Com muito sofrimento, segurávamos um incrível 0 a 0 no placar. Porém, quando Caramelo resolveu nos abandonar e levar com si a benção felina, passamos a tomar um gol atrás do outro. Meu pai entrou para reforçar o time, mas a situação não mudou muito, pois ele não mostrou comprometimento com a equipe! Chegou até a parar uma jogada de ataque para atender uma ligação no telefone. Tony, como é chamado carinhosamente pelos sobrinhos, foi substituído pela minha namorada Ana Beatriz, que surpreendeu a todos e pelo menos passava a bola corretamente. Resultado: jogando com o Atlético Paranaense (Ana é coxa-branca, mas honrou a camisa rubro-negra) derrotamos o Paraná Clube por 3 a 1 e demos por encerrada a aventura.

Para mim, Natal e Ano Novo é isso. É estar ainda mais perto da família, se divertir e esquecer todos os problemas da vida. Sempre gostei de passar, principalmente o natal, com chuva, pois tinha na minha cabeça que isso era o mais perto que podíamos chegar da tradição norte-americana de celebrar esses dias debaixo de muita neve, como costumava ver nos filmes. Hoje, não ligo muito mais para como está o tempo nessa época. Importante mesmo é reunir todos, comer uma boa refeição e ter novas histórias para contar. Afinal, o que seria das nossas vidas sem motivos para sorrir e se divertir? Um grande nada. Feliz natal (atrasado mesmo) e ótimo ano novo para todos!

Colunistas - RIC Mais PR
Guilherme Osinski
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Formado em jornalismo pela PUCPR, Guilherme Osinski é natural de Curitiba e apaixonado por livros, principalmente os de suspense e ficção policial.

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