[ editar artigo]

Plano inexistente

Plano inexistente

Eu viajei no teu tempo de poesia e loucura. Um tempo galáctico.

Entendi tudo de estrelas na jornada maluca da existência.

Eu vi teus olhos em meio a tanta luz e te divisei. Pérola única.

Já perdi as contas de quantas vezes percorri tua estrada de luz.

Sem rodeios, cheguei ao teu coração pulsante e me esbaldei.

Toquei tua alma e me senti pleno, intenso. Vivo por ti.

 

Gosto de te sentir e de te procurar pelas noites. Vago por aí. Busca inquieta!

Eu vou até você num voo na velocidade da luz. É estrela cadente.

Quando sinto teu toque, transcendo a tudo que é físico. Surreal?

Em teu corpo, há a metafísica palpável que se desenha num plano inexistente.

Pelas muitas galáxias, simplesmente me conduzo. Há sinfonia em mim.

Divido com as pessoas esta alegria que me dá, todos os dias. É música.

 

No amor louco, me deixa acabado, mas eu renasço com força.

É como se me regasse e minha vida florisse depois do ato único.

No gosto perfeito do teu suor, a poesia que se derrama e me lambuza.

Eu te beijo, te devoro e te sinto cada vez mais intensa, bela e livre.

Deixamo-nos pairar, voar, viajar nesta atmosfera só nossa. Céu?

Quando as portas se fecham, a claridade te procura por uma fresta da alma.

 

Cravada em minhas retinas, você fica, mora, dorme e sonha.

É corpo em meu corpo na mescla divinal da ciência inexata.

Encontro milhões de motivos para uma conversa de amor, de sexo e de gozo.

Evoco tua imagem que dança para mim no embalo das estrelas.

Dispo-me de todos os males, pois é minha cura, meu bálsamo infinito.

Num abraço arrefecedor, sentimos na pele o aplauso das estrelas que dançam.

 

Jossan Karsten

 

Colunistas - RIC Mais PR
Jossan Karsten
Jossan Karsten Seguir

Jornalista, publicitário e escritor.

Ler matéria completa
Indicados para você