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REVELADO O MELHOR CAMINHO PARA UM DIVÓRCIO MAIS TRANQUILO

REVELADO O MELHOR CAMINHO PARA UM DIVÓRCIO MAIS TRANQUILO

Quem casa não pensa em separar. Isso todo mundo sabe. Mas nem sempre a vida é tão planejada quanto gostaríamos. E mais, nem sempre está em nossas mãos essa decisão.

Pode ser que independentemente de nossa vontade tenhamos que enfrentar um processo de divórcio algum dia. Ou, pode ser até que seja de nossa vontade o divórcio.

E aí, se chegar esse momento em nossas vidas, será que estamos preparados? Será que existe um caminho tranquilo para o divórcio?

Adiante guiaremos você até a solução mais tranquila em um processo de divórcio.

 

O CAMINHO PARA O DIVÓRCIO

A vida a dois muitas vezes se inicia pelo casamento. No começo tudo são flores, um verdadeiro mar de rosas. Os filhos vão chegando e a família vai crescendo. Com o tempo conquistas familiares vão sendo alcançadas e as alegrias se multiplicando.

Ocorre que, o casamento também enfrenta desafios ao longo do tempo. Espinhos são encontrados no caminho. Por muitas vezes os desafios são vencidos, porém, não raras vezes os obstáculos são tamanhos que não há condições para a continuidade daquela união.

E quando não há jeito mesmo, só resta uma saída, estamos falando do tão temido divórcio.

 

O PROCESSO DO DIVÓRCIO

São variados os motivos que podem levar a um divórcio, como incompatibilidade de gêneros, dificuldades financeiras, hábitos desajustados de um dos companheiros como alcoolismo e até mesmo uma traição.

O que esses motivos todos têm em comum é que levem à incapacidade de continuar no relacionamento a dois.

O curso do divórcio nunca foi e dificilmente será fácil. Regularmente o procedimento do divórcio é sucedido por desavenças familiares que rotineiramente machucam e ferem.

E diante de toda a mágoa que eventualmente o ex-casal foi exposto, fica difícil fazer aflorar o lado racional, deixando que muitas vezes o lado emocional assuma o controle.

E isso pode ser muito ruim, principalmente porque muitas vezes os atores no palco do divórcio vão além de marido e esposa, os filhos entram em cena.

 

A FAMÍLIA NO DIVÓRCIO

Juntamente com a discussão do divórcio e a disputa sobre bens que eventualmente foram conquistados juntos, a lei prevê que no divórcio também sejam atendidos os interesses dos filhos após a separação dos pais.

Nesse ponto temos a origem de muitos agravamentos no processo do divórcio, visto que pais e mães divorciam filhos pequenos não. Aí reside o problema!

Como visto, as mágoas do término do relacionamento podem cegar emocionalmente e, os pais seguidamente confundem a figura do marido/pai e a figura da esposa/mãe.

Pode ser que um mau marido ainda seja um bom pai, assim como, uma má esposa seja uma boa mãe.

Mesmo não sendo bons maridos ou boas esposas, podem ainda ser bons pais para seus filhos. Infelizmente, muitas vezes essas figuras são confundidas e no processo de divórcio os filhos são usados como moedas de troca, revanche pelo relacionamento que não deu certo.

 

E COMO EVITAR ISSO TUDO?

Seguidamente ao ser consultado eu oriento meus clientes a procurar apoio psicológico com profissionais especialistas na área e, também, apoio moral com seus amigos e familiares.

Tal ferramenta tem se mostrado, em minha experiência profissional, de grande valia para viabilizar uma passagem menos turbulenta pelo processo de divórcio.

Como veremos adiante, o casamento demanda muitos sacrifícios, assim como o divórcio.

Isso mesmo, por abarcar não apenas ex-cônjuges, mas também pais e filhos, para um divórcio tranquilo muitos sacrifícios serão exigidos.

Isso em razão de que o litígio comumente expõe a família a um processo tortuoso, de mais mágoas e ataques. Ao passo que, ao permitir sacrificar-se pela paz na família e pelo bem estar dos filhos (claro, isso de ambas as partes) é possível seguir o caminho não litigioso, consensual ou amigável, como muitos o chamam.

 

COMO ASSIM NÃO LITIGIOSO?

A nova lei, recentemente alterada, enveredou pelo caminho de buscar a resolução alternativa do conflito (sempre que possível!), visando a autocomposição entre as partes, valendo-se para tanto de técnicas como mediação e conciliação, para ao final, chegar-se a um acordo.

Através desse processo, mesmo que o divórcio já esteja com os advogados discutindo na Justiça, é possível buscar esse caminho de tratativas mútuas para encontrar uma solução menos espinhosa.

É possível, inclusive, contar com profissionais mediadores experientes no assunto para conduzirem quantas audiências for necessário para dar voz às partes, facilitando que construam mutuamente a melhor solução para si e sua família.

 

A PAZ REINANDO NOVAMENTE

A prática mostra que ao ser celebrado um acordo judicial, na maioria dos casos, o ambiente familiar é significativamente melhorado, viabilizando uma convivência mais saudável e equilibrada.

Para o bom convívio entre os ex-cônjuges não se exige que sejam amigos, sequer que gostem um do outro, mas unicamente que se respeitem.

Que respeitem o melhor interesse dos filhos, que ninguém duvida traduzir-se em um ambiente familiar de paz e tranquilidade entre os pais.

Portanto, em conclusão, o grande segredo revelado consiste no sacrifício.

Sacrificar-se durante o processo de divórcio é o preço que ambas as partes deverão pagar para trilharem um caminho menos tortuoso, fazendo concessões mútuas em busca de um acordo, garantindo assim excelentes chances de viver em paz novamente.

 

Sobre o Autor

Rodrigo Camargo é advogado, devidamente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná. Bacharel em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR. Pós-graduado em Planejamento e Gestão de Negócios pela FAE Centro Universitário. Pós-graduado em Direito Processual Civil Contemporâneo pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR. É sócio do escritório de advocacia Camargo & Radziminski advogados associados.

Fale com o Autor

Nosso e-mail: contato@cradvogados.com

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Este artigo não pretende servir de aconselhamento jurídico e não substitui a consulta a um advogado. Se você tiver alguma dúvida jurídica consulte sempre um advogado!

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Ilustrativa/Freepik

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Rodrigo Camargo é advogado e colunista, pós-graduado em Direito Processual Civil Contemporâneo e Planejamento e Gestão de Negócios. É sócio do escritório de advocacia Camargo & Radziminski Advogados Associados.

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