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Sal da terra

Sal da terra

Guardo em mim, desejos secretos.

Abro meus braços e te espero.

É minha poesia que já vem de anos.

Imagino um mundo repleto de flores.

 

Eu não quero mais saber de lama.

Hoje o dia está alegre e eu sorrio por ti.

Eu te vi pelo espelho da alma nua e branca.

Aguardo tua chegada como gata sorrateira.

 

Caminha mansa, quase num bailado.

Passa-se o tempo, mas continua bela.

Embevecido, eu te contemplo daqui.

Dá-me tua mão, pois também quero voar!

 

Aprendi que a vida é mais que sucessão de dias.

Permito-me revirar o universo, pois é estrela.

A cada ano, se torna mais jovem, é de luz.

Permaneço em meu posto e te vigio com prazer...

 

Vestida de simplicidade, te vejo passar.

Eu não quero mais saber de devaneios.

Pôs fim ao mar revolto da minha história.

Agora também tenho um porto seguro.

 

Lancei a âncora e me deixei ficar.

O barco é pequeno, mas aconchegante.

Para além deste lago, viajo num sonho.

Nesta nova fase, eu te vejo dançando.

 

Fui ao deserto para perceber a vida.

Pisei na areia e no sal da terra.

Senti na pele tua ausência cortante.

Voltei nas asas do tempo, pois moro em ti.

 

Jossan Karsten

Colunistas - RIC Mais PR
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Jornalista, publicitário e escritor.

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