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Somos todos culpados.

Somos todos culpados.

"A culpa é das armas". "A culpa é do videogame". "A culpa é da divulgação dos ataques". Foi assim que a maioria de nós reagiu ao ataque na escola de Suzano, que matou cinco estudantes e duas funcionárias. Os dois jovens que invadiram a escola armados, mataram um empresário antes e depois se suicidaram. Uma tragédia escolar que infelizmente, não é inédita no Brasil. Ano passado, dois adolescentes também invadiram uma escola em Medianeira, no Paraná. Uma das vítimas se recupera até hoje dos danos físicos. Porque os psicológicos, sabemos que só o tempo e a terapia se encarregam de atenuar. Houve outros ataques semelhantes no Brasil, em 2018, 2017, 2012, 2011, 2003 e 2002. Então, primeiramente, culpar um governo recém empossado parece mais discurso de palanque do que análise imparcial.  Quem  é o culpado então?

Vamos proibir armas, videogame e a imprensa de divulgar fatos? Deixemos nossos filhos dentro de uma bolha, com borboletas voando e bolhas de sabão saltitantes. É mais fácil do que assumir que o problema é a desestruturação do lar, da casa, da família que produz mentes doentes. Que a culpa é da falta de humanidade em todos nós. Mas vamos culpar as coisas, fica mais fácil né? 

O massacre na escola de Suzano não tem uma causa apenas.Um responsável. O Estado pode e deve reforçar a segurança, mas o problema também envolve a participação dos pais.  Adolescentes precisam de monitoramento contínuo, de dialogo.Não há solução simples. O que precisa haver é o envolvimento da sociedade para que as mentes desses jovens se tornem sadias e produtivas.Esse é caminho mais eficiente (e mais árduo)  para combater a violência. 

Colunistas - RIC Mais PR
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